apenas um chute a gol

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Seleção impressiona:
apenas um chute a gol


Rio - As estatísticas da derrota do Brasil para a França mostram a apatia do time comandado por Carlos Alberto Parreira na eliminação da Copa. Foram sete finalizações sendo apenas uma no gol, chute este defendido pelo goleiro francês Barthez. A França, apesar de ter 45% da posse de bola contra 55% do Brasil, chutou cinco vezes a gol e teve sete escanteios a seu favor contra cinco do Brasil.

O Brasil, perdido em campo, ainda conseguiu cometer 22 faltas contra 17 da França apesar de ter maior posse de bola, principalmente no segundo tempo, quando a equipe francesa recuou e esperou os contra-ataques brasileiros


Ronaldo:
'Estou triste e decepcionado'


Frankfurt - O atacante Ronaldo Fenômeno concedeu entrevista coletiva, na zona mista do estádio, e comentou que está decepcionado com a derrota da Seleção e a tristeza abalou todo o elenco. "É um pena, grande decepção para todos. Estou triste e decepcionado. A França foi superior e assim é o futebol. Eles têm uma grande equipe e jogaram um futebol inteligente", disse.

Segundo o jogador, o nível da Copa não era bom e o Brasil estava jogando bem. "Diante do nível, nós estávamos bem e com boas atuações. Hoje, o dia é difícil", contou Ronaldo, que revelou que estará sempre à disposição da Seleção.


Juninho:
'Não merecemos vencer'


Frankfurt - Um dos jogadores mais conscientes da Seleção, o meia Juninho Pernambucano revelou que o time não jogou bem e não mereceu vencer. "Jogamos mal e a França foi melhor. O momento é de renovar o time e dar chance para os jovens, que estarão na próxima Copa do Mundo", disse. .

Segundo Juninho, o Brasil não conseguiu produzir nenhuma jogada contra França. "Criamos pouco e não tivemos posse de bola", contou o jogador que entrou na equipe titular no lugar do atacante Adriano.

Kaká:
'O momento é muito ruim'

Frankfurt - Para o meia Kaká, o momento após a derrota para a França é muito ruim e complicado para explicar o sentimento. "É difícil falar, a cabeça do jogador fica girando e totalmente sem noção", disse. Segundo ele, a França foi superior durante todo o jogo. "Temos que reconhecer, que eles jogaram melhor", afirmou


Pelé critica defesa
brasileira

Pelé classificou neste sábado Zinedine Zidane como "mágico", no jogo em que a França eliminou o Brasil da Copa do Mundo ao vencer o confronto contra a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira por 1 a 0 nas quartas-de-final.

"No início, o Brasil começou bem e achei que controlaria a partida, mas depois esta escapou de suas mãos", disse Pelé, em um comentário para a emissora de televisão alemã ZDF.

"Em boa parte, isso se deveu a um jogador que foi mágico, comandou o jogo, e este foi Zinedine Zidane", acrescentou.

Pelé comentou também a jogada do gol e criticou a atitude defensiva dos brasileiros. Disse, após ver novamente o lance, que pelo menos três jogadores tinham estado "à toa" na jogada que proporcionou o gol do atacante Thierry Henry.

"Esses erros não podem ser cometidos. Não sei o que os jogadores tinham na cabeça. O jogo era muito importante para que houvesse três jogadores sem fazer nada", acrescentou Pelé, comentando o gol.

As informações são do Terra

Jornais argentinos

ironizam Ronaldinho Gaúcho

Rio - Após a derrota da seleção brasileira na Copa, os jornais argentinos destacaram a falta de vontade que a equipe de Carlos Alberto Parreira demonstrou ao entrar em campo. A imprensa argentina enfatizou a má atuação do craque Ronaldinho Gaúcho e o bom jogo do francês Zidane.

O diário Olé tinha em sua capa a manchete: "Viejo es el viento" (Velho é o vento), em alusão a aposentadoria de Zidane, anunciada para depois da Copa. O jornal diz que a Seleção "foi apenas uma sombra" e ironizou a atuação de Ronaldinho. "Ronaldinho? Brilhava com a sua ausência, outra vez".

O jornal Clarín ressaltou a má atuação dos jogadores da Seleção que "mostraram um perfil desconhecido e não puderam jogar em nenhum momento". Já o diário La Nacion, traz em sua capa a manchete: "Francia les mostro el jogo bonito" (França mostrou a eles o jogo bonito) e destaca a grande atuação de Zidane.

Com informações do Terra


Parreira diz
que não se preparou para eliminação


FRANKFURT (ALEMANHA) - O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, admitiu ontem, após a derrota para a França, que não estava preparado para ficar fora da decisão da Copa do Mundo: "Tenho que ser muito sincero. É um momento duro, para o qual não me preparei, assim como ninguém na delegação, que é sair da competição antes da final".

Parreira agradeceu o empenho dos jogadores e preferiu não comentar a sua permanência à frente do time brasileiro, o que dificilmente vai ocorrer. "Não tenho essa preocupação, se vou continuar ou não. Vou resolver depois, no Brasil", afirmou, dando a entender que entregará o cargo. Ele mostrou-se preparado para as cobranças: "Quando um time ganha é por causa do talento dos jogadores. Quando perde, o culpado sempre é o técnico".

Sobre a partida contra os franceses, Parreira disse que já previa dificuldades: "Era um embate entre dois campeões mundiais. Enfrentamos um time que cresceu na hora certa. Sabíamos que eles eram muito perigosos na jogada de bola parada, que decidiu o jogo".
Parreira admitiu que a Seleção não jogou o que se esperava no Mundial. "Quando não se ganha o título, é porque algo deixou a desejar. Faltou mais preparação, mais treinamento até da parte física, mais entrosamento. Esperávamos que o time crescesse durante a competição, mas pegamos uma das melhores equipes individualmente da Copa", completou.

Perguntado se não deveria ter mantido o time que venceu o Japão, com a escalação de alguns reservas, Parreira respondeu: "É muito complicado. Quem pode garantir que aquele time chegaria à final?"

O treinador também rebateu as críticas de que poderia ter começado o jogo com Robinho ou de que teria demorado a mexer na equipe. "O Robinho vinha de uma contusão, não havia chutado uma bola. Fizemos as mexidas na hora certa. Mas o time da França estava postado lá atrás", comentou.

Parreira disse ainda não ter arrependimento por ter apostado em Ronaldo. "Ele assumiu a iniciativa. Não estou nada arrependido de ter prestigiado o maior artilheiro em todos os artilheiros da história da Copa", assegurou.

O treinador falou um pouco do time francês e explicou os motivos da derrota: "A França tem um time bom com bolas paradas pois o Zidane é um grande cobrador. É um time que defende muito bem com nove jogadores atrás. As jogadas decisivas deles já eram conhecidas pela gente: bola parada e lançamento para o Henry. Infelizmente bobeamos na marcação e levamos o gol. Conseguimos travar todos os lançamento para o Henry, mas na bola parada eles fizxeram o gol.

A França é um time tecnicamente muito bom. O Zidane é um dos grandes jogadores da última década. Não tivemos o objetivo de marcá-lo individualmente pois o brasileiro não sabe fazer isso, mas ele foi bem marcado. Tanto é que ele acabou não sendo decisivo pois todas as jogadas que tentou não conseguiu concluir, tirando o lançamento do gol", defendeu-se Parreira.

Parreira disse que não se arrependeu de nada. Sobre a demora em substituir a apática seleção que estava perdendo o jogo de hoje, ele se defendeu: "O Robinho vinha de uma contusão e acho que a mexida foi feita na hora certa. Ele vinha de uma contusão e não queria colocá-lo antes. No início do Mundial todos pediam a substituição de Ronaldo, mas não o tirei e ele fez os seus gols, se tornando o maior artilheiro da história das Copas", finalizou.

Para Henry, esquema tático decidiu o jogo

O atacante da seleção francesa Thierry Henry destacou que a chave da vitória da França sobre a seleção brasileira foi o esquema tático da equipe. O autor do gol da partida disse que a vitória foi justa e que a sua equipe dominou o jogo.

"Jogamos bem, tínhamos uma tática que seguimos e funcionou", disse o atacante do Arsenal. "Essa vitória foi justa, saímos de campo tranqüilos". Henry também disse que ele queria apagar a imagem deixada pela França na Copa de 2002, quando o time foi eliminado na primeira fase sem marcar nenhum gol.

"Tinha vontade de mostrar que depois de 2002 ainda podíamos jogar", desabafou o jogador. Agora a França enfrentará a equipe de Portugal pelas semifinais da competição.

Lula liga para Parreira e manifesta solidariedade

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis fazer comentários públicos sobre a derrota da Seleção Brasileira pela França, mas telefonou para o técnico Carlos Alberto Parreira para expressar sua solidariedade à equipe.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente também conversou com o chefe da Delegação Brasileira, Marco Polo Del Nero, e com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para manifestar o mesmo sentimento.

De seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Lula assistiu a França derrotar o Brasil por 1 a 0 e preferiu não falar sobre o jogo com os jornalistas.

Na sexta-feira, Lula enviou uma mensagem a Parreira desejando sorte na disputa contra a nação européia. Na manhã deste sábado, o presidente mandou um recado ao técnico de Portugal, Luiz Felipe Scolari, e manifestou "orgulho" pela campanha que seu time vem desempenhando no Mundial. A seleção portuguesa tirou a Inglaterra da Copa numa acirrada disputa nos pênaltis.

As informações são do Terra

Seleção volta neste domingo para o Brasil

Frankfurt - Os jogadores da Seleção vão jantar no hotel, neste sábado, e viajam no domingo para o Brasil. Dois vôos de volta para o Brasil estão marcados para a noite de domingo. Um deles tem como destino o Rio de Janeiro, e o outro termina no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo.

Para São Paulo, com saída prevista para as 22h30, seguem os jogadores Roberto Carlos, Ricardinho, Robinho, Luisão, Mineiro, Cicinho, Cris, Fred e o preparador físico Moraci Sant´Anna e o fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan. A chegada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos está prevista para as 5h30 de segunda-feira.

Para o Rio de Janeiro, com saída prevista já para 1h de segunda-feira, seguem os integrantes da comissão técnica e o jogador Gilberto. A chegada no Aeroporto Internacional Tom Jobim está prevista para as 8h30.

Os jogadores Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Dida, Juan, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Julio Cesar não retornam com a delegação neste domingo. Os jogadores não relacionados ainda confirmarão se retornam com a delegação. A viagem será em uma avião não-fretado pela CBF.

Rio - A sede pela revanche deixou um gosto amargo na boca dos brasileiros após o Brasil ser derrotado nas quartas-de-final pela França, mas mesmo com o fim do sonho do Hexa, os torcedores não foram para a casa chorar. No Circo Voador, no Centro, a maioria dos torcedores que assistiu ao jogo que mais uma vez nos deixou fregueses da França se aprontava para afogar as mágoas.

"Vamos beber um pouco para esquecer essa derrota do Brasil", disse Paulo Henrique Martins, 19, estudante, que junto com o grupo de amigos seguia para próxima parada: a Sinuca da Lapa.

O brilho da brasilidade que não teve só o verde e amarelo, mas também churrasco, cerveja, pagode, azaração e muita alegria, foi ofuscado com o gol de Henry, o único do jogo, que provocou um silêncio generalizado. Os olhos fixos e apreensivos nos telões sequer piscavam na hora em que o Brasil partia para o ataque. Todos buscando uma oportunidade para a Seleção chegar ao empate.

Mas nem a torcida nacional e a do "Circo" que estava muito participativa pedindo a entrada de Robinho, desejo que só foi realizado quando era tarde demais, a saída de Cafu, o pior em campo para muitos torcedores e idolatrando Lúcio, que salvou a zaga em muitos lances conseguia empurrar os pentacampeões para o gol.

As mudanças realizadas pelo técnico no segundo tempo, que colocou Adriano, aos 18, Cicinho, aos 31, e Robinho, aos 33, no lugar de Juninho, Cafu e Kaká respectivamente, foram feitas tarde para Karin Ariosa, 26. "É inacreditável esse placar. O time demorou muito para ser mexido ", disse a estudante que apesar de não engolir a derrota em Frankfurt também não tinha como destino a sua casa. "Se o Brasil vencesse eu iria para o Alzirão, mas como perdeu vou mudar meus planos e ir para um lugar mais próximo", completou karin mostrando-se receosa em se deslocar pela cidade devido ao teor alcoólico dos torcedores.

Os futuros hexacampeões, que eram os favoritos, deixaram a taça escorregar adiando o sonho dos brasileiros, mas como no Brasil as derrotas são facilmente esquecidas e isso vale para a política, a Copa acaba. Não em pizza, mas em chope.


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